18 de junho de 2013

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O nome do vice, visse?




Não sei se é pura gaiatice, falta de noção ou irresponsabilidade mesmo. Despropósito, com certeza, é. 

Algumas pessoas andam empunhando nas manifestações a bandeira IMPEACHMENT DILMA. Uma petição com esse mesmo propósito está circulando nas redes sociais. 

Bem, resguardados os princípios da democracia, liberdade de leis e de expressão para todos, cada um tem o direito de levantar a bandeira que quiser. E de questionar. 

Portanto, aos que defendem o impeachment de Dilma, gostaria de fazer uma perguntinha. Lá vai:
 
Vocês por acaso sabem o nome do vice-presidente da República?
 
Se não sabem, é bom procurar saber, se esqueceram, é sempre bom lembrar.


O nome do vice, visse?
 

 

17 de junho de 2013

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A prova nas ruas






O vestibular na França - o  baccalauréat - começou hoje em todo o País. Primeira prova: Filosofia. Os candidatos deverão discorrer sobre um tema, dentre vários propostos, de acordo com a área de cada um. 

Os que optaram por Letras ou Literatura, por exemplo, deverão trabalhar em cima do tema "A linguagem é apenas um instrumento?". Já os da área científica: "É possível agir moralmente sem se interessar pela política?". Nada de múltipla escolha, tem que escrever mesmo. Uma bateria de cento e setenta mil examinadores se encarregará da correção das quatro milhões de reflexões.

Bem, nem tudo está perdido. Pelo menos na França. A Filosofia como prova inaugural do vestibular pode até ser uma escolha aleatória, mas não é menos simbólica. E prática: a reflexão sobre a alçada da linguagem e da ética é mais do que imprescindível em tempos onde os discursos se atropelam nas ruas. E onde o pau quebra também.

Lá e cá.

Fiquei a imaginar um tema de dissertação filosófica na hipótese de um baccalauréat carioca com data para hoje. Sugestão:

“Para que serve a Polícia? Autoridade tem limites? Existe algum fundamento ético para a repressão?”

Que tal? Coragem candidatos! E acima de tudo, cabeça fria, olhos bem abertos, todo cuidado é pouco. A prova está nas ruas. E muita gente de uniforme quebrando cabeça por aí...Quebrando cabeça mesmo. 

Como se diz em francês: casse-tête.

12 de junho de 2013

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Qual a classe de Marilena?







A ilustre filósofa Marilena Chauí, por quem tenho grande respeito, disse num encontro comemorativo do PT: 

“Eu odeio a classe média... a classe média é um atraso de vida, a classe média é estupidez, a classe média é reacionária, conservadora, ignorante, petulante, arrogante, terrorista, fascista... A classe média é uma abominação política, ética e cognitiva.” 

E concluiu dizendo que, na verdade, só existem duas classes: burguesia e classe trabalhadora. 

Caramba! Isso dá panos para a manga. Mais ainda, para minha curiosidade. Fiquei a me perguntar a que classe pertence Marilena Chauí. Se ela já odeia a classe média, o que dirá da burguesia. Por exclusão obviamente, deduzo que a filósofa pertence à classe trabalhadora, é isso mesmo? Intelectual é sinônimo de trabalhador? Está certo que intelectual trabalha, e muito. “A nervura do real”, do punho da própria filósofa, um calhamaço sobre Espinosa de mais de seiscentas páginas, não me deixa mentir. Quem se atreve a uma empreitada dessas sem a força braçal de um Hércules? 

Mas sei não. Todos os que trabalham pertencem à classe trabalhadora

Das duas uma: ou a filósofa está incorrendo numa baita contradição, ou eu tenho que revisar urgentemente meus conceitos. Seja como for, e a despeito da classe à qual Marilena Chauí pertença, permito-me com todo respeito dizer: a ilustre filósofa perdeu totalmente a classe.


O discurso de Marilena Chauí encontra-se na reportagem: